RH: O ‘Gap’ entre o planejado e o praticado

Por Evaldo J. Burcoski

Qualquer empresa, por menor que seja, possui um RH. Pode não ser claramente definido dessa forma, mas alguém contrata, controla Folha de Pagamento ou gerencia seus auxiliares. Segundo dados do site Empresômetro, de janeiro até o momento, mais de 710 mil empresas foram abertas no país.   Isso significa mais profissionais para serem geridos, controlar benefícios e administrar equipe.

Mas, segundo pesquisa realizada pela Focus Market Research, o Gestor de Pessoas dedica 36% do dia em ações administrativas do RH, quando o ideal era que este volume fosse de 10%, ou seja, 26 pontos percentuais acima do programado. O que, se analisarmos a rotina e também necessidade do setor, significa que o gestor perde tempo em ações burocráticas quando deveria dedicar-se a questões estratégicas, tais como para motivar e reter talentos, os principais pontos de atenção no RH.

Mas onde estão as expectativas das empresas? Será essa a principal demanda requerida dos profissionais de RH? Todas, sejam micro, pequenas, médias ou grandes, precisam gerar valores, reter talentos, motivar e formar um ecossistema –  que neste caso é representado por todas as pessoas que têm relacionamento ou são impactadas pela empresa. Ou seja, as empresas precisam desenvolver/atender a uma cadeia completa.

Já o colaborador, que está do outro lado dessa mesa, tem sua expectativa voltada para crescer na companhia, ter um salário justo e compatível, ter conforto ou o que chamamos de estabilidade, aprender, ser reconhecido e se autorealizar.

Mas o que tem sido feito, de fato, pelas empresas?

O RH deve ter foco. Aproveitar os recursos oferecidos pelo mercado, com sistemas cada vez mais capazes de cumprir a rotina e gerir a partir das informações. É o caso da famosa Avaliação de Desempenho. O que tem sido feito com as informações? É um retorno ao profissional e acabou? De jeito nenhum. Você está lidando com uma pessoa, que muda seus pensamentos, que tem dias bons e dias ruins, que tem família e preocupações, que tem interesses e objetivos (você sabe quais são os do seu colaborador?). Avaliar não é julgar, é conhecer! É necessário aproveitar este momento para estreitar os laços e estar próximo de quem também constrói a sua empresa dia a dia.

Há um gap, ou lacuna, como preferir, entre o que se deseja e o que É executado.

Fala-se muito em Reter Talento. Mas a empresa sabe mesmo o que faria um profissional permanecer? O João, da produção, não tem os mesmos sonhos e objetivos da Luciana, do financeiro. Ou do que a Carla, da recepção. Cada um é movido por um motivo e é esse o segredo do RH, lidar com PESSOAS.

Gerir Recursos Humanos não é só ter na ponta da língua o total em Folha de Pagamento ou a redução do turnover da empresa. É antes disso. É aumentar a motivação, descobrir a fórmula de sucesso capaz de fazer os profissionais serem apaixonados pela empresa, vestirem a camisa mesmo, falar que trabalha na companhia tal com brilho nos olhos e peito estufado. Isso é RH. Isso é gerir pessoas.

Todos nós sabemos… colaboradores satisfeitos geram mais resultados, menos erros e com isso, mais credibilidade à empresa. Assim, é necessário menos tempo em operações e mais para questões estratégicas, que enriquecem o dia a dia e diferenciam a empresa frente ao mercado.

Por isso, antes de chegar ao desejado, entenda o que é praticado pelo seu RH. Só assim você saberá o caminho das pedras e poderá chegar à receita ideal de Recurso Humano na empresa. Ou seja, Humanize seu RH.

 

Evaldo J. Burcoski é diretor da Humanus, especializada em sistemas para Gestão do RH. Para saber mais informações sobre a companhia acesse www.humanus.net.br