Mais inteligente cibercrime força indústrias a mudanças drásticas

Relatório elaborado pela Sophos, especialista em segurança, destaca as principais táticas aos crimes móveis e indica o que esperar para 2014

Dados divulgados pelo Relatório de Ameaças de Segurança, da Sophos, especialista em segurança de dados, este ano, os cibercriminosos continuam o tema da profissionalização de sua “indústria”, oferecendo inteligência, novidades e capacitação cada vez maior na busca em amplificar a escala do cibercrime em níveis nunca antes vistos.

“Se 2013 nos ensinou alguma coisa, é que os controles de segurança tradicionais estão lutando. Estes novos comportamentos estão forçando a indústria a adaptar-se e mudar, provocando melhores práticas amplamente difundidas no mercado corporativo”, explica Antonio Mocelim, diretor da M3Corp, especializada em segurança corporativa e parceira oficial da Sophos.

O documento ainda destaca novas preocupações que vão desde ferramentas de malware furtivo, com camuflagem dinâmica, que proporcionam ataques com acesso persistente de longo prazo para os dados dos usuários, à proliferação de dispositivos conectados que representam alvos novos. “Muitos desses novos  aparelhos estão se tornando comuns em nossas casas e infraestrutura de todos os dias, oferecendo aos cibercriminosos o potencial para impactar nossas vidas diárias, em vez de apenas o roubo de informações financeiras tradicionais”, completa Mocelim.

“Estas tendências devem continuar em 2014 como ameaças ainda mais inteligentes, mais sombrias e furtivas”, destaca o executivo.

Em 2014 Sophos prevê maior foco de cibercriminosos em alta qualidade e phishing convincente, além de engenharia social para compensar os sistemas operacionais mais difíceis de explorar como o Windows 8.1; dispositivos embarcados (como sistemas de POS, sistemas médicos e nova infraestrutura “inteligente”) serão abertas velhas feridas como erros de segurança eliminados no ambiente PC moderno; ataques a dados pessoais e corporativos na nuvem continuarão crescendo à medida que os fornecedores se esforçam para refinar a estratégia de segurança nesta nova plataforma de computação e de malware para dispositivos móveis, para tornar-se tão sofisticado quanto os seus parentes de PC.

“Está claro que este ano precisamos observar não apenas a evolução de ataques existentes, mas estarmos preparados para novas ameaças emergentes que não foram previamente tratadas”, destaca Gerhard Eschelbeck, CTO da Sophos. “À medida que a indústria se adapta e reforça os mecanismos de proteção para cobrir novos dispositivos e ameaças, isso é cada vez mais um problema para todos os membros da sociedade, e não apenas para o governo e as empresas”.