DIÁLISE PERITONEAL TRAZ CONFORTO E COMODIDADE À PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA RENAL

Tratamento nefrológico é feito em casa e assessorado por equipe multidisciplinar

A área de Nefrologia é acompanhada de processos cuidadosos e complexos, entre eles a diálise peritoneal. Assim como a hemodiálise, a diálise peritoneal tem a mesma finalidade de tirar o excesso de água e de substâncias tóxicas que deveriam ser eliminadas por meio da urina do paciente, que por ter insuficiência renal não consegue naturalmente.

A diferença principal desse processo é que ao invés dele ser feito em uma unidade de hemodiálise e com ajuda da equipe de enfermagem, a responsabilidade é atribuída ao paciente, a família ou ao cuidador.

Esta tarefa exige cuidados específicos, mas é uma opção de tratamento, que pode ser muito bem sucedida, oferecendo qualidade de vida ao paciente que não precisa se locomover até a unidade de hemodiálise.

Quando o paciente decide por este tratamento, conforme indicação médica, passa por um procedimento cirúrgico de implantação do cateter na barriga (peritônio), que é encaixado posteriormente nas bolsas de filtragem.

Primeiro acontece a infusão do líquido (glicose) e depois ocorre a drenagem desse material que filtrou o sangue.

Existem dois métodos de diálise peritoneal. O método manual chamado CAPD (Diálise Peritoneal Ambulatorial Contínua) que utiliza 4 trocas de bolsa por dia, realizada pelo próprio paciente ou pelo cuidador. E a DPA (Diálise Peritoneal Automatizada), na qual o procedimento acontece com o auxílio de uma pequena máquina, que dialisa aos poucos. Este pode ser feito inclusive quando o paciente deita para dormir.

Apoio da equipe

A Pró-Rim conta com uma equipe preparada para o atendimento dos 80 pacientes que optaram pela diálise em casa. Segundo Claudete Gasparim, enfermeira que coordena este tipo de tratamento em Joinville, não existe hora nem dia para ajudar a auxiliar os pacientes. “Já atendi muitos em diversos horários e situações. Se necessário, a equipe está sempre disposta a ajudar”, enfatiza.

Muitas vezes por insegurança e falta de tempo os pacientes preferem a hemodiálise. Antes disso, esse processo também é avaliado por toda a equipe multidisciplinar, responsável por analisar separadamente cada caso.

Para chegar à terapia certa Claudete explica que é feita uma avaliação conjunta entre a equipe, paciente e família. “Sempre levamos em consideração questões psicológicas, assistenciais, socioeconômicas e culturais do paciente”, completa.

Um exemplo de apoio no tratamento

Um bom exemplo de cuidado na diálise peritoneal acontece com a família do paciente Bruno Matheus Carlet, 15 anos, de Rio Negrinho. A mãe Célia da Chagas Lemes, 55 anos, está muito satisfeita com o tratamento do filho, que começou a dialisar há mais de 1 ano.

“Por indicação médica optamos pela diálise peritoneal e recebemos treinamento e orientação da equipe. Foi a melhor escolha, pois o Bruno sempre reagiu muito bem e pode continuar com a rotina normal, além de ficar mais em casa com a família”, afirma Célia.

As sessões são realizadas por volta das 22h e duram em torno de 8 horas. Enquanto isso Bruno dorme e descansa. “Só tenho a agradecer a Pró-Rim por todo cuidado conosco, sempre que precisamos fomos muito bem atendidos pela equipe. Temos todos no coração”, relata Célia.