Aposentadoria: 65% dos brasileiros serão afetados

Segundo especialista em previdência, fatores como falta de planejamento,
consumo desenfreado e instabilidade da economia
influenciarão na saúde financeira dos futuros aposentados

Cada vez mais instável, o futuro da Previdência Social no Brasil é incerto.
O que anos antes o brasileiro recebia até 20 salários mínimos de aposentadoria, futuramente avalia-se que receba apenas três, segundo dados divulgados na imprensa.

Segundo Maísa Serra, especialista e previdência e diretora do Vida Livre Seguros, “isto acontece por vários fatores, mas principalmente pelo envelhecimento da população, pela diminuição de jovens – antes as famílias tinham em média 3 a 5 filhos – além de ser um sistema de repartição simples, ou seja, os contribuintes pagam para os aposentados de hoje e não para formar sua própria reserva”.

O que, segundo a especialista, “não ocorre com os fundos de previdência privada que são de capitalização individualizada, ou seja, sua renda será diretamente proporcional ao fundo formado por o que foi depositado + rentabilidade”.

E completa, revelando que “fazer poupança é muito bom não só para o poupados, mas também  para o pais”. Pesquisa divulgada pelo Banco Internacional para Reconstrução e

Desenvolvimento (BIRD) estima que a cada 1% dos brasileiros que poupam mais,
o impacto no crescimento do País é de 0,25% do Produtor Interno Bruto (PIB),
o que corresponde a R$ 7,5 bilhões.

No Brasil, a poupança previdenciária ainda corresponde a, aproximadamente,
20% do PIB, enquanto em países desenvolvidos essa poupança chega a ser maior
do que o PIB, logo, o Brasil tem um campo muito grande para crescer. “Mas,
para que isso aconteça, o brasileiro precisa entender a importância de proteção e de previsão – já deveriam saber que isto hoje é produto de primeira necessidade, essencial a vida – além de ter a disciplina para construir sua poupança previdenciária”,
explica Maísa Serra, especialista em seguros.

E é importante também entender que ter reserva para previdência não elimina a necessidade de ter reserva financeira, pois são para finalidades diferentes.

Afinal, se houver uma oportunidade, uma emergência ou você queira realizar um sonho, como você vai saber qual a parte da reserva é do jovem e qual é a do “velhinho”?

A executiva ainda completa. “Estima-se que 65% dos brasileiros, futuros
aposentados, serão afetados por três principais fatores: falta de
planejamento, consumo desenfreado e instabilidade econômica. É por isso que
quanto antes iniciar o recolhimento, melhor será para o futuro. Mas, todos
devem ficar atentos às opções e ao plano que melhor atende suas
necessidades”.

Como orientação, Maísa Serra deixa algumas dicas:
1. Avalie sua capacidade de poupança, sua necessidade de proteção e sua necessidade de renda futura para fazer um plano sob medida. E é a tua capacidade de poupança que vai determinar todo o resto, ou seja, tem que ser viável;

2. Analise fiscalmente qual o melhor produto: PGBL – dedutível do IR ou VGBL – para quem não precisa da dedução ou declara através do formulário simples;

3. Verifique a rentabilidade o perfil dos fundos de acordo com o seu perfil. E, principalmente, não pague taxas altas. Isto vai afetar tremendamente o resultado e,

4. E, por último, qual das tabelas do IR é mais adequada de acordo com sua projeção tributária futura: regressiva ou progressiva.

“Evidentemente, como são muitos detalhes, o ideal é ter a ajuda deu um especialista que consiga orientar não só na contratação, mas também durante toda tua trajetória, já que nossa vida pessoal e profissional muda bastante no decorrer dos anos”.

Existe um estudo sobre aposentadoria que diz que de um grupo de 100 pessoas, 30% morrem antes dos 65 anos, 5% tem renda e são independentes, mas 65% dependem do governo, de familiares ou de alguma instituição de caridade.

E Maísa Serra deixa a reflexão aos interessados: Em que grupo você está e o que está fazendo para conseguir isto?